História do Programa

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) teve sua origem em 1962 com a criação da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Campo Grande, na cidade de Campo Grande, que seria o embrião do ensino superior público no Sul do então Estado de Mato Grosso. Após o programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) a instituição passou a contar com o Campus de Chapadão do Sul (CPCS), localizado no estado de Mato Grosso do Sul, no município de Chapadão do Sul. O CPCS possui em seu quadro funcional, profissionais que contribuem para a excelência pedagógica e científica, com abrangência nacional e internacional.

A criação do Programa de Pós-Graduação em Agronomia, na Área de Concentração em Produção Vegetal, ocorreu por iniciativa de um grupo de docentes, na grande maioria recém-doutores e recém-contratados pela instituição. Essa discussão foi motivada pelo fato destes docentes terem vindo de grandes centros de formação de recursos humanos, de várias instituições da área de Ciências Agrárias e o desejo de se inserir no sistema de formação de recursos humanos e desenvolvimento científico e tecnológico da região. O Curso de Mestrado iniciou suas atividades em 2012, voltado para o fomento de culturas estabelecidas no Cerrado sul-matogrossense, além daquelas que apresentam potencial para se estabelecerem na região.

A Região Centro-Oeste do Brasil, onde se encontra a maior parte do Bioma Cerrado, passou nos últimos 30 anos, por grandes modificações econômicas e sociais que propiciaram melhorias no transporte e infraestrutura, favorecendo o desenvolvimento e implantação de tecnologias nas diferentes áreas do conhecimento, especialmente das ciências agrárias. Apesar do conhecimento gerado nesse período, ainda há carência de informações sobre as alternativas de produção e diversificação de cultivos que viabilizem a conservação da biodiversidade e promovam o desenvolvimento econômico regional e nacional de forma sustentável. A região possui vocação natural para o agronegócio, com destaque na exploração de grandes culturas (algodão, cana-de-açúcar, milho e soja).

O município de Chapadão do Sul tem sua economia influenciada pela agricultura empresarial, em grandes áreas e altamente tecnificada, destacando-se como um dos principais municípios produtores de grãos do Estado de Mato Grosso do Sul e do país. Utiliza de forma intensiva o solo, sendo grande parte da área agrícola cultivada com soja no verão (safra), e milho e algodão na segunda safra. Pelo fato de haver elevada exigência produtiva é possível constatar que a região enfrenta problemas ligados ao uso intensivo de máquinas, insumos agrícolas e recursos naturais, como solo e água, o que tem gerado passivos que podem comprometer a sustentabilidade da produção agrícola nesta região. Muitos destes problemas são também comuns à outras regiões produtoras do país, demandando a formação de profissionais cada vez mais capacitados e diferenciados na área de produção vegetal.

As atividades em ciências agrárias requerem pesquisas continuadas devido aos novos desafios como ameaças de pragas e doenças secundárias, manejo e uso inadequado do solo, de cultivares e de pastagem, bem como recuperação de áreas degradadas, e mais recentemente a implantação de usinas de produção de açúcar e álcool, o que tem demandado novas tecnologias apropriadas para a região. Assim, diante das diversas lacunas técnico-científicas da região, tem surgido necessidade de pesquisas direcionadas e regionalizadas.

O curso de Mestrado em Agronomia (Produção Vegetal) congrega duas distintas linhas de pesquisa: sistema de produção agrícola e manejo de solos, caracterizando-o como um programa multidisciplinar, o qual favorece amplamente a área de ciências agrárias, pois a formação acadêmica diferenciada e as pesquisas desenvolvidas em nosso programa têm subsidiado melhorias em diversas subáreas da Agronomia, como mecanização, irrigação, manejo do solo, fisiologia vegetal, melhoramento de plantas, fitopatologia, entomologia, plantas daninhas e tecnologia de sementes.

O Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Curso de Mestrado, está regulamentado pelas seguintes resoluções e portarias:

  • Resoluções: 50/2010-Copp, 30/2010-CD, 40/2010-Coun Parecer: CES/CNE 409/2011 Parecer Publicado no DOU 227 – Data do Parecer 28/11/2011;
  • Portaria: 869/2012 Portaria Publicada no DOU 129 – Data da Portaria 05/07/2012 Recomendação: OFÍCIO Nº 60-5/2011/CTC/CAAI/CGAA/DAV/CAPES – Conceito 3 (Curso novo 2012).

O Programa passou pela segunda avaliação da CAPES no quadriênio 2013-2016, o qual novamente ficou com o conceito 3. Desde o início da criação do Programa até novembro de 2016, o coordenador foi o professor Cassiano Garcia Roque. A partir daí, a professora Charline Zaratin Alves assumiu a coordenação. No início de 2017 foram criadas normas para credenciamento e descredenciamento de docentes (Resolução no. 18/2017), que até então não existiam. Assim, houve uma reestruturação do quadro docente, descredenciando aqueles que não se enquadravam nos critérios estabelecidos.

Os professores Luis Gustavo Amorim Pessoa, Marivaine da Silva Brasil e Matildes Blanco foram descredenciados por não atender aos critérios mínimos estabelecidos para docente permanente. O professor Vespasiano Borges de Paiva Neto deixou de ser docente permanente e passou a ser colaborador e o professor Gustavo de Faria Theodoro foi descredenciado a pedido. Entre os docentes colaboradores, a professora Maria Luisa Nunes Costa foi descredenciada por não atender aos critérios mínimos estabelecidos, e o professor Fernando França da Cunha foi descredenciado a pedido.

Salientamos que, devido à reestruturação do quadro docente em abril de 2017, os professores Gustavo de Faria Theodoro, Luis Gustavo Amorim Pessoa e Marivaine da Silva Brasil não constam como responsáveis por projeto de pesquisa em andamento, pois os mesmos foram finalizados quando do descredenciamento dos mesmos (17/04/2017) e também não foram professores responsáveis por nenhuma turma, em função do mesmo motivo. O professor Vespasiano Borges de Paiva Neto não ministrou disciplina em 2017, pois o mesmo passou da categoria de docente permanente para colaborador. O professor Morel de Passos e Carvalho não ministrou disciplina no ano de 2017 em função de problemas de saúde. O professor Gustavo de Faria Theodoro não possui produção intelectual pois foi descredenciado em 17/04/2017.

Os professores Cid Naudi Silva Campos, do campus de Chapadão do Sul/UFMS e o professor Josué Bispo da Silva, do campus de Três Lagoas/UFMS foram credenciados como docentes permanentes e a bióloga Ana Carina da Silva Cândido foi credenciada como colaboradora.

Assim, a partir de abril de 2017, o corpo docente do Programa foi reestruturado, contando com 12 docentes permanentes e 3 docentes colaboradores, ficando dentro dos 30% de docentes colaboradores recomendados pela CAPES.

Dessa forma, em 2017 conseguimos elevar vários índices relacionados ao corpo docente, tais como o equivalente A1/DP/ano que passou de 1,02 (quadriênio 2013-2016) para 1,70 (2017) e a quantidade de A1,A2,B1/DP/ano passou de 0,86 (quadriênio 2013-2016) para 1,66 (2017). A porcentagem de docentes que atingiram 0,7 equivalente A1 no quadriênio 2013-2016 foi de 62%, e em 2017, 100% dos docentes atingiram esse valor. Salientamos também que todos os docentes permanente ministram aulas e orientam na graduação também.

Ainda temos muito a evoluir, no entanto, acreditamos que demos um grande passo no ano de 2017 e nossa meta é continuar crescendo para atingir o conceito 4 na próxima avaliação quadrienal.

No ano de 2018 tivemos o descredenciamento do docente permanente externo Morel de Passos e Carvalho a pedido, por motivo de saúde. Houve o credenciamento do professor Paulo Eduardo Teodoro do campus de Chapadão do Sul (CPCS/UFMS) na área de Melhoramento Vegetal, Biometria e Estatística. Dos docentes colaboradores, houve o descredenciamento a pedido do professor Vespasiano Borges de Paiva Neto e do pesquisador Germison Vital Tomquelski; e o credenciamento do professor Rafael Felippe Ratke, da área de Manejo e Fertilidade do Solo, e professor Ricardo Gava, da área de Manejo da Irrigação. O programa também foi beneficiado pela contratação pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFMS de dois professores visitantes, um nacional (Alan Mario Zuffo) e um estrangeiro, professor cubano Jorge González Aguilera. Portanto, em 2018 o programa contou com 12 docentes permanentes, 3 docentes colaboradores e 2 docentes visitantes.

Com relação à produção científica, em 2018 houve grande avanço nesse quesito. O equivalente A1/DP/ano passou de 1,1 (2017) para 3,1 em 2018 (Qualis vigente em 2018) e a quantidade de A1,A2,B1/DP/ano passou de 0,8 (2017) para 2,7 nesse ano (Qualis vigente em 2018). Assim, visualizamos que a mudança no quadro docente foi extremamente benéfica ao programa, elevando nossos índices. Esse aumento do número e qualidade das publicações foi devido à maior conscientização dos docentes e discentes do programa e também devido ao apoio financeiro à publicação pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFMS.

Em 2019 tivemos o descredenciamento dos docentes permanentes externos Aguinaldo José Freitas Leal e Nerison Luis Poersch a pedido. Houve o credenciamento do professor Ricardo Gava do campus de Chapadão do Sul (CPCS/UFMS), como docente permanente na área de Manejo de Irrigação. Dos docentes visitantes, houve o descredenciamento a pedido do professor Alan Mario Zuffo, devido ao mesmo ter sido aprovado em concurso público (Professor Efetivo da UEMA) e poder ser nomeado a qualquer momento a partir de outubro de 2019. Houve alteração da categoria do professor Jorge Gonzalez Aguilera de visitante para colaborador. O programa também foi beneficiado pela contratação pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFMS de um professor visitante nacional (Acácio Aparecido Navarrete) cujo credenciamento como docente permanente ocorreu de forma imediata. Portanto, ao final de 2019 o programa conta com 12 docentes permanentes e 3 docentes colaboradores.

Com relação à produção científica, em 2019 houve avanço significativo nesse quesito. O equivalente A1/DP/ano passou de 3,1 (2018) para 3,3 em 2019 (Qualis vigente em 2019) e a quantidade de A1,A2,B1/DP/ano passou de 2,7 (2018) para 3,0 nesse ano (Qualis vigente em 2019). Assim, entendemos que as mudanças no quadro docente foram benéficas ao programa e continuamos a elevar os índices. Esse aumento do número e qualidade das publicações foi devido à maior conscientização dos docentes e discentes do programa e também devido ao apoio financeiro à publicação pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFMS.